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Você vai passar a ver propagandas no seu Whatsapp

Tefe um tempo em que o WhatsApp prometeu que sempre seria totalmente gratuito. Você se lembra? Foi logo quando o famoso Facebook comprou os direitos do aplicativo. Só que a promessa acaba de cair por terra, pelo menos para as empresas. Nesta quarta-feira (01), a gigante digital confirmou os planos de monetização do aplicativo de mensagens, que devem atingir os usuários de sua plataforma voltada para negócios.

O WhatsApp Business foi revelado há alguns meses como uma forma mais direta de contato entre clientes e companhias. Agora, os interessados nela poderão realizar anúncios em meio aos Stories dos contatos dos usuários comuns, além de pagarem uma pequena taxa por cada mensagem trocada com os clientes para fins de suporte, atendimento, vendas e outros.

No caso dos Stories, a mecânica será semelhante à vista no Instagram, com as publicações patrocinadas aparecendo entre aquelas realizadas pelos usuários comuns. O WhatsApp aposta nesta como a principal forma de uma empresa divulgar sua presença na plataforma – como os anúncios serão exibidos de acordo com algoritmos de interesse, as companhias que aparecerão ali, pelo menos em teoria, serão relevantes aos utilizadores.


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Hoje, são 450 milhões de usuários do recurso (um total maior até mesmo que o do próprio Instagram, que conta com 400 milhões). Foi justamente essa popularidade que levou o WhatsApp a apostar nos Stories como uma ferramenta de monetização, já que essa medida foi bem aceita na rede social de imagens e é considerada pouco invasiva, devido à rapidez e efemeridade das publicações.

Grande racha

A proposta de monetização do WhatsApp teria causado uma quebra entre a diretoria do Facebook e os cofundadores do mensageiro, Jan Koum e Brian Acton. Foram justamente essas novidades que levaram à saída da dupla em 2017, com o software, hoje, permanecendo sem nenhum de seus fundadores originais.

Originalmente, o WhatsApp funcionava com um sistema de download e utilização gratuita, com uma pequena taxa tendo de ser paga após o primeiro ano de uso, na forma de uma licença vitalícia para os usuários. O fim dessa cobrança foi uma das primeiras medidas tomadas pelo Facebook após comprar o mensageiro, em 2014. Agora, quatro anos depois, chegam as primeiras iniciativas de monetização para a plataforma.

A ideia de cobrar apenas das empresas, entretanto, foi bem-vista por parte da imprensa internacional. O temor, entretanto, é que o avanço de tais medidas possa levar, no futuro, à exibição de propagandas entre o conteúdo comum, como acontece no Instagram ou no próprio Facebook, uma possibilidade invasiva e esquisita para um software voltado para comunicação pessoal. Por outro lado, tamanha popularidade exige suporte e equipes de desenvolvimento, que precisam receber para trabalhar, o que faz com que a obtenção de lucros oriundos do WhatsApp seja uma necessidade das grandes.

Com: The Wall Street Journal