Tralhador tem dedo decepado em acidente e membro é esquecido em Hospital

Equipe estava transferindo paciente para São Paulo e teve que dar meia volta para buscar o dedo. Durante a confusão, algumas enfermeiras ainda tiveram um “tempinho” pra trocar mensagens ao celular.

Um homem procurou socorro médico, depois de um acidente com um trabalhador que estava prestando seus serviços para uma serralheria aqui de Artur Nogueira. Os médicos fizeram o que foi possível para estancar o sangue e colocaram o dedo do acidentado dentro de uma caixa térmica de isopor.

Segundo informações obtidas por nossa equipe, o homem tinha apenas 5% de probabilidade de ter seu dedo recolocado de volta. Por isso, a equipe médica do Hospital Bom Samaritano optou por transferi-lo para um outro Centro Médico, melhor equipado, em São Paulo, SP.

ESQUECERAM O DEDO

Até aí, estava tudo ocorrendo na maior normalidade possível, não fosse por um importante detalhe. A equipe que estava fazendo a transferência do homem ferido, já estava quase na metade do caminho. Foi aí que uma das pessoas da equipe médica de Artur Nogueira se lembrou: “meu Deus o Dedo!”. Isso já por volta das 19h30.

Depois de inúmeras tentativas de ligar para o motorista, sem conseguir, afinal ele estava dirigindo. A equipe cogitou tentar entrar em contato pelo celular da vítima. Mas antes que isso fosse preciso, o motorista atendeu ao celular e a ordem foi dada: “Volta agora!”, exclamou o médico. “O dedo do rapaz ficou pra traz, precisa voltar para buscar”, continuou ele.

CADÊ O DEDO?

A equipe, no primeiro momento, não conseguiu encontrar o dedo que ainda estava no Hospital Bom Samaritano. Depois de um tempo de procura, uma caixinha térmica, de cores vermelha e alça branca, finalmente foi localizada na parte de atendimento à pacientes da ala particular.

CONFUSÃO

Conforme informações internas, de uma fonte que não pode ser revelada, pois corre o risco de perder o emprego, o problema todo teria acontecido por conta de uma troca de plantões que teria acontecido um pouco mais cedo. As informações repassadas acabaram ficando desencontradas e a equipe seguinte, por sua vez, desorientada.

HOSPITAL LOTADO E ENFERMEIROS AO CELULAR

Por conta da transferência o hospital estava lotado, quase todas as cadeiras da área pública estavam ocupadas, o reflexo foi sentido até na área particular do hospital. Tudo ali separado apenas por um muro de vidro que divide quem pode e quem não pode pagar por um plano. Alguns pacientes relataram se sentirem envergonhados com a segregação tão indiscreta. “Aqui não é o antigo muro de Berlin”, reclamou uma delas.

Mas, apesar do hospital estar lotado, alguns enfermeiros, amontoados em uma salinha no fundo da sala de medicações, tinham tempo de… bater um papinho no celular, conforme flagrado pelo celular de um paciente e enviado para o hoje.

Na foto encaminhada por um leitor, uma das enfermeiras ao telefone. Mas segundo a fonte, outros estavam teclando ao celular.

O OUTRO LADO

O Hospital Bom Samaritano, que é particular e apenas presta serviços para o município, não tem o hábito de comentar assuntos internos, tão pouco dar informações de seus pacientes. E por isso não temos informações do estado de saúde do trabalhador nogueirense.

Mas se acaso a instituição optar por esclarecer o relato acima, o HOJE se coloca a disposição e este espaço está reservado para tal.

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