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Seis mulheres são vítimas de feminicídio a cada hora, segundo a ONU

FEMINICIDIO

Um total de 137 mulheres são vítimas de assassinatos a cada dia, uma média de seis por hora. Tais crimes são cometidos pelos seus companheiros, ex-maridos ou familiares, quase sempre homens, segundo um relatório publicado neste domingo pelas Nações Unidas.

“No mundo todo, em países ricos e pobres, em regiões desenvolvidas e em desenvolvimento, um total de 50 mil mulheres são assassinadas todo ano por companheiros atuais ou passados, pais, irmãos, mulheres, irmãs e outros parentes, devido ao seu papel e a sua condição de mulheres”, denuncia o relatório.

O documento, elaborado pelo Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (Onudd), indica que 58% de todos os assassinatos de mulheres em 2017 foram cometidos por companheiros ou familiares, o que faz com que o lar seja o “lugar mais perigoso para as mulheres”.

“As mulheres continuam pagando o mais alto preço como resultado dos estereótipos de gênero e desigualdade”, afirma o documento “Assassinato de gênero de mulheres e meninas”.

O relatório indica que os assassinatos de mulheres por parte dos seus companheiros “é frequentemente a culminação de uma violência de longa duração e pode ser prevenida”.

A ONU considera que um “aspecto crucial” para enfrentar o problema é envolver os homens na luta contra o feminicídio e “desenvolver normas culturais que se afastem da masculinidade violenta e dos estereótipos de gênero”.

Entre outros assuntos, se menciona como uma boa política de prevenção a “educação precoce de meninos e meninas, que promova a igualdade de gênero e ajude a quebrar os efeitos negativos dos papéis de gêneros estereotipados”.

Brasil concentrou 40% dos feminicídios da América Latina em 2017

A cada dez feminicídios cometidos em 23 países da América Latina e Caribe em 2017, quatro ocorreram no Brasil. Segundo informações da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), ao menos 2.795 mulheres foram assassinadas na região, no ano passado, em razão de sua identidade de gênero. Desse total, 1.133 foram registrados no Brasil.

Em Artur Nogueira, no mês de março, o caso da Ana Paula de Araújo dos Santos, de 29 anos, que foi executada  com cinco tiros na cabeça e na região dos braços, chocou a cidade.

São relacionados, por exemplo, além do feminicídio íntimo, o feminicídio sexual sistêmico, em que a vítima também é sequestrada e estuprada, e o feminicídio lesbofóbico ou bifóbico, configurado quando a vítima é bissexual ou lésbica e é assassinada porque o agressor entende que deve puni-la por sua orientação sexual.

 

Rodrigo Chagas é graduado em Jornalismo pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), Pós-Graduado em Webjornalismo e também Finanças pela Faculdade Sul Mineira (FASUL). Possui certificação em investimentos pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (AMBIMA). Atualmente estuda Teologia na Faculdade de Teologia (FAT), no Centro Universitário Adventista de São Paulo, (UNASP). É especialista em atuação comercial. Dispõe ampla vivência em gerenciamento de grandes contas PF e PJ e também com gestão de pessoas. São 14 anos trabalhando em empresas de grande e médio porte em áreas administrativas, financeiras, assessoria de comunicação, riscos de crédito e produtos. Atualmente é Editor Chefe do portal de notícias Artur Hoje. É casado com a Tatiane e pai do Davi.