Grata lembrança

Lembranças não faltam daquele dia sombrio que já se foi, deixando um grande vazio dentro de mim. Eu, pequenino, não entendendo o que era morte, no seu velório brincava inocentemente, enquanto outros choravam.

Ele se foi, mas continua comigo, bem presente nas minhas lembranças. Hoje, o meu órfão coração abriga dois pais: o pai das saudades que nunca me deixa e o pai da vivência e da esperança. Este último é um pai mulher. Papai é mulher! Pai e mãe em uma só pessoa!

Lembranças não faltam daquele dia sombrio que já se foi. Tento esquecer o passado e penso em tantos filhos que, hoje como eu, choram pelo pai que já se foi ou pelo pai que não vai chegar!

São tantas lembranças! Mesmo que eu quisesse não poderia apagar da memória a imagem do pai-criança jogando bola comigo no quintal. Em cada drible um gesto de amor e carinho, de um grande pai!

Não encontro palavras por pequenas que sejam, não me chegam à mente para dizer que minha mãe é como um pai para mim.

Mãe, você não é dois, é mil!

Sabe, é difícil descrever você. Você que é tão simples, tão pura, tão amiga!… Hum! Não há jeito de te descrever!… É tão bom chegar pertinho de você e poder dizer: Mamãe você é como um pai para mim! Papai, te amo!

A você, mãe, presto esta homenagem. Pai que luta ardentemente para orientar seus filhos no caminho da retidão, dando-lhes, sobretudo, seu melhor exemplo, qual facho de luz a guiá-los neste mundo escuro.

A você, que com a morte do meu pai não nos abandonou e lutou, sofreu para trabalhar e nos sustentar, minha gratidão!

Gratidão também ao pais-heróis, pais-crianças, pais-mulheres, pais-avós que com os filhos dividem o coração. A estes heróis da vida uma só palavra: Gratidão!