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Existe vitória porque Jesus venceu

Existe vitória porque Jesus venceu

“Portanto ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles”. Hebreus 7:25

Jesus no ponto de vista físico era igual a nós, porém no ponto de visa moral Ele é diferente. A natureza caída é a única que conhecemos e queremos impor essa humanidade caída em Cristo. Ele era um conosco, mas não um de nós. Não estamos competindo com Cristo. Jesus não tinha propensão para o pecado. Somos pecadores porque pecamos ou pecamos porque somos pecadores? Somos pecadores e por isso pecamos. o Apóstolo Paulo diz que todos pecaram e carecem da glória de Deus. Às vezes o pecado não é a presença do diabo e sim a ausência de Cristo.

Jesus teve fome, sede, cansaço, essa é a semelhança. A dessemelhança é a falta de inclinação para o pecado. A forma do pecado varia de pessoa para pessoa e pecado tem a ver com essência. Jesus foi tentado muito mais do que nós imaginamos.

Se Jesus fosse igual a nós, Ele estaria sendo diferente da vontade do pai. A identificação de Jesus conosco foi limitada por quem Ele era. Ele era Deus e  não conheceu o pecado. Jesus veio redimir do pecado.

A escritora Ellen White segue o mesmo pensamento. A identificação de Cristo é o que devemos tomar tempo. Do ponto de vista físico, Ele assume a natureza humana, mas não tinha a natureza pecaminosa. Não possuía as paixões humanas.

O pecado começa quando os desejos básicos deixam descontrolados. Jesus assumiu nossa pecaminosidade, mas não as paixões humanas. Não devemos apresentar Ele as pessoas como homem. Não existia inclinação pelo pecado em Cristo. Ele foi afetado pelo pecado, mas não infectado por ele. Jesus tinha a natureza física de Adão depois da queda. Ele não nasceu em estado pecaminoso. Jesus assumiu nossas enfermidades, mas não nossas fraquezas pecaminosas.

O evangelho é que Cristo morreu por nós. As obras não podem substituir a Cristo. Essas coisas até fazem parte. Muitos cristãos cresceram na ênfase do “não faça”, essa é a nossa ruína. É muito mais fácil deixar de fazer alguma coisa, difícil é viver o evangelho de Cristo. Graça nunca é barata, ela custou tudo para Deus.

Quando tomarmos conta do perdão, entenderemos a profundidade do pecado. Jesus foi o voluntario. Quando tomarmos consciência disso, não iremos brincar com o pecado. Cristo estendeu sua mão de graça e misericórdia para nós. O preço da redenção de Deus é alto, custou a vida de Deus. O amor de Cristo me constrange a viver de acordo com aquilo que ele pede. Em nada devo colocar para substituir a Cristo, o resto é areia movediça.

A essência da tentação é a mesma, a forma é diferente para cada um. A tentação é desviar o propósito de Deus. O mesmo poder que satanás utilizou para tentar Adão utilizou para tentar a Cristo. As tentações são ajustadas de acordo com a realidade de cada pessoa. Qual a diferença da tentação de Jesus e a nossa? Somos tentados de duas formas: tentação que vem do interior; e tentação que vem do exterior.

Adão e Jesus receberam tentações exteriores porque não havia tentação dentro deles. O caráter das tentações de Jesus eram maiores que a nossa, eram cósmicas, eram transcendentes. Jesus foi tentado em usar sua divindade e nós nunca vamos entender o que é isso. Cristo não usou o seu poder. Tivesse Ele usado, teria frustrado o plano de Deus. Ninguém é tentado em termos daquilo que ele não é. Jesus foi tentado naquilo que Ele é: Deus.

Ele nasceu em pobreza e nunca sentiu a tentação de ser rico. Essa é a forma e não a essência. A Bíblia não foi feita em português e a expressão em “tudo” foi tentado é relativo. Seria impossível Jesus ser tentado em “tudo”. Não foi mulher para sentir TPM. Sofrer a tentação do mundo todo em uma pessoa não é possível. Desejos têm a ver com circunstâncias. Satanás vai tentar naquilo que somos mais vulneráveis.

Poderia ter Jesus pecado? A escritura apresenta um Jesus que poderia ter pecado. As tentações que Ele foi submetido poderia ter caído, mas resistiu às tentações. Ele tinha as fraquezas da humanidade. Todo pecado é imperfeição, nem toda imperfeição é pecado. Hebreus 7:26 diz: “Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem macula, separado dos pecadores e feito mais alto que os céus”. Santidade e perfeição devem ser olhadas do ponto de vista bíblico. Os perfeitos da bíblia são os que venceram o dolo.  Unicamente por meio de Cristo é que podemos estar justos diante de Deus. Não existe perfeição em nós, não iremos alcançá-la. Não é possível nos tornarmos iguais a Cristo. Podemos apenas imitar, mas nunca seremos iguais a Ele. Podemos ir a Ele como estamos; e jamais permaneceremos como estamos. Ele criou o mundo, a vida para nos ver feliz. Deu o máximo: a sua própria vida. Nossa vitória não está baseada no que eu faço, mas naquilo que Ele fez.

 

Rodrigo Chagas é graduado em Jornalismo pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), Pós-Graduado em Webjornalismo e também Finanças pela Faculdade Sul Mineira (FASUL). Possui certificação em investimentos pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (AMBIMA). Atualmente estuda Teologia na Faculdade de Teologia (FAT), no Centro Universitário Adventista de São Paulo, (UNASP). É especialista em atuação comercial. Dispõe ampla vivência em gerenciamento de grandes contas PF e PJ e também com gestão de pessoas. São 14 anos trabalhando em empresas de grande e médio porte em áreas administrativas, financeiras, assessoria de comunicação, riscos de crédito e produtos. Atualmente é Editor Chefe do portal de notícias Artur Hoje. É casado com a Tatiane e pai do Davi.