Adolescente perde testículo com suposta agressão de Policiais Municipais

Prefeitura disse repudiar atitude e que vai “avaliar se houve má conduta dos policiais e que repudia qualquer ato fora dos procedimentos padrões da Polícia Municipal”

A denúncia veio por meio do Whasapp do HOJE, a irmã do jovem agredido diz que, até hoje, o irmão sofre com fortes dores e só terá alta médica para voltar às aulas depois do próximo dia 22 de agosto. Ela também contou para nossa equipe, que o irmão, de apenas 15 anos, está constrangido por conta da agressão que teria sofrido e com medo de possíveis retaliações por estarem denunciando os agentes municipais.

Revoltada, a família denúncia que no último dia 22 de junho, o adolescente de 15 anos, que vamos chamar de Lucas, estava indo comemorar o aniversário de um amigo, quando foi abordado por uma viatura da ROMU no Jardim Planalto. Segundo informações registradas em um boletim de ocorrência em que o HOJE teve acesso, Lucas diz que visualizou a viatura com os faróis apagados, quando os agentes teriam decido do veículo e perguntado se ele e um amigo que o acompanhava, estavam com “algo de ilícito”; o que negaram prontamente. Foi aí que, segundo Lucas, os agentes os colocaram com as mãos entrelaçadas sobre a cabeça e as pernas abertas. Um dos policiais começou a revistá-los, momento em que o adolescente de 15 anos teria recebido um “soco de baixo para cima, com violência nos órgãos genitais” de um dos policiais.

Depois da abordagem e da suposta agressão, os adolescentes foram liberados.

E “o problema só estava começando”, lamentou a família. Começou naquele momento uma verdadeira tortura que prolongaria a agonia do jovem por dias e dias. O garoto de 15 anos não parava de reclamar de dores e inchaço nos órgãos genitais. De início, conta a família, todos acreditavam “que seria apenas um inchaço e que iria melhorar. Mais foi piorando a cada dia até que o levaram ao médico”.

TRAUMA GRAVE

Em relatório emitido pelo Hospital das Clínicas da Unicamp no dia 27 de julho, o médico cirurgião Dr. Matheus Santos, informa que o adolescente foi “internado por quadro de escroto agudo esquerdo, sendo submetido a orquiectomia [remoção] esquerda por trauma no dia 26 de julho”.

Ao HOJE a família contou que levaram um tempo para procurassem ajuda médica porque imaginavam que as dores passariam com o tempo e que só registrou Boletim de Ocorrência depois de confirmada a gravidade da suposta agressão.

OUTRO LADO

O HOJE entrou em contato com a Prefeitura de Artur Nogueira, que disse, por meio de nota, ter tomado conhecimento da suposta agressão e avaliará se “houve má conduta por parte dos policiais envolvidos” na denúncia. O executivo também disse “repudiar qualquer ato que descumpra o precedimento padrão” da Polícia Municipal.

“A Prefeitura de Artur Nogueira, através da secretaria de segurança, esclarece que tomou conhecimento da suposta agressão e que está tomando as medidas necessárias para avaliar se houve má conduta por parte dos policiais envolvidos no ato da abordagem; ainda sobre a reclamação da denunciante quanto ao não fornecimento do nome do policial por parte do comando da guarnição, esclarecemos que, seguindo as práticas legais, informações de qualquer membro da Polícia Municipal devem ser solicitadas via procedimento judicial.

A Prefeitura de Artur Nogueira repudia qualquer ato que descumpra o procedimento padrão de averiguação de suspeitos e irá colaborar com as investigações policiais para que o caso seja solucionado o mais breve possível”.

Boletim de ocorrência registrado pela família

 

Laudo médico emitido pela Unicamp

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