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Conheça o Setembro Amarelo: Campanha de Prevenção ao Suicídio

suicídio

A Campanha Setembro Amarelo, vem enfatizando há alguns anos, a prevenção ao suicídio levantando discussões e levando o tema da prevenção para a população.

O número de pessoas que se suicidam diariamente apresentou um aumento nos últimos anos. Sendo esta, uma das principais causas de morte no mundo, alcançando o número de 1 milhão de mortes por ano, desta forma, configura-se também como uma questão de saúde pública.

No Brasil, o suicídio ocupa com (6,8%) a terceira posição em relação a mortes por causas externas, ficando atrás somente dos homicídios (36,4%) e mortes por acidente de trânsito (29,3%). Estima-se que esses números podem ser maiores, considerando que as causas de morte por suicídio muitas vezes é ocultada, por conta de todo tabu social acerca do assunto.

Por um lado, é compreensível às dificuldades da mídia em abordar este tema, por conta do receio do aumento do número de casos suicidas, porém há a necessidade de falar sobre suicídio de forma responsável, para que seja quebrado o estigma que o cerca.

Alguns mitos dificultam o entendimento da população sobre o tema. Provavelmente você já deve ter ouvido alguém dizer que: “Pessoas que falam que vão matar não se matam”, isto não é verdade. Na maioria das vezes, os suicidas, demonstram sinais sobre suas intenções, seja por meio da fala ou do comportamento, acontece que por conta da falta de discussão em torno do assunto, as pessoas em volta não sabem como proceder.

Outra questão, é que indivíduos com pensamentos suicidas, também podem apresentar tranquilidade quando começam a idealizar detalhadamente um plano para acabar com a vida. Tal comportamento é típico de quem compreende erroneamente, que encontrou uma solução para os seus problemas.

É muito comum que os suicidas sejam associados a pessoas portadoras de transtorno depressivo. É importante lembrar que a depressão, assim como outros transtornos psíquicos, é um fator de risco para o suicídio. No entanto, mesmo que o indivíduo apresente a manifestação de algum transtorno, este não deve ser associado exclusivamente à decisão de colocar um fim na própria vida, ou seja, os transtornos precisam vir acompanhados de outros fatores de risco, para resultar em suicídio.

setembro amarelo

O Brasil dispõe de alguns serviços para situações emergenciais, um deles é o CVV (Centro de Valorização à Vida). Neste ano, a ligação para o número 188, passou a ser gratuita. O serviço também trabalha com atendimento online pelo site https://www.cvv.org.br/, disponibilizando contato por chat, e-mail e até mesmo por correspondência.  O próprio CVV, divulgou recentemente a informação que no ano de 2017, o número de atendimentos dobrou em relação a 2016. Pode-se compreender tanto pela perspectiva do aumento de casos, quanto pelo aumento da divulgação do serviço e maior facilidade de acesso.

Um suicida pode pensar que, de alguma forma, ao por fim em sua própria vida estará eliminando seus problemas. O que de fato não se torna realidade, pois as dificuldades vão continuar ali mesmo sem a presença daquela pessoa. Pensa-se que cometer suicídio, é uma possível tentativa de apagar um rastro da história, o que não é possível, pois de alguma forma a pessoa se manterá viva na memória daqueles que estiveram próximos.

Diante da suspeita de alguém que esboce um desejo de se suicidar, não vire as costas, não tenha medo e nem banalize os sentimentos desta pessoa, certamente ela está cansada. Sempre procure ouvir, e pratique uma escuta sem julgamentos. Incentive a busca por ajuda profissional, mantenha contato e caso precise, comunique um familiar próximo, para que a rede de convivência fique em alerta e se fortaleça. Sempre haverá uma saída, então seja você a pessoa que irá apontá-la.

O suicídio não é uma opção. Procure ajuda.

 

Referências Bibliográficas

MACHADO, Daiane Borges; SANTOS, Darci Neves dos. Suicídio no Brasil, de 2000 a 2012. J. bras. psiquiatr.,  Rio de Janeiro ,  v. 64, n. 1, p. 45-54,  Mar.  2015 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0047-20852015000100045&lng=en&nrm=iso>. access on  01  Sept.  2018.  http://dx.doi.org/10.1590/0047-2085000000056.

O SUICÍDIO E OS DESAFIOS PARA A PSICOLOGIA. Brasília: Conselho Federal de Psicologia, v. 1, n. 1, dez. 2013. Disponível em: <http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2013/12/Suicidio-FINAL-revisao61.pdf>. Acesso em: 12 ago. 2018.