Família reclama de falta de assistência no caso do adolescente supostamente agredido por GCM

Laudo da Unicamp deve ficar pronto nos próximos dias. Família diz que Prefeitura não tem prestado nenhum apoio  ao menor e deve ser processada

Em entrevista exclusiva ao HOJE, a família do adolescente de somente 15 anos de idade, que vamos chamar de Lucas, diz que o garoto tem passado por seus piores momentos. A reportagem foi publicada no último dia 22 de agosto, levando à público a denúncia da suposta agressão sofrida pelo jovem, de lá para cá, conta os familiares, ele tem chorado muito e anda com a sua auto-estima baixa.

A AGRESSÃO

No último dia 22 de junho, Lucas conta que estava indo comemorar o aniversário de um amigo, quando foi abordado por uma viatura da ROMU no Jardim Planalto. Segundo informações registradas em um boletim de ocorrência em que o HOJE teve acesso, Lucas diz que visualizou a viatura com os faróis apagados, quando os agentes teriam decido do veículo e perguntado se ele e um amigo que o acompanhava, estavam com “algo de ilícito”; o que negaram prontamente. Foi aí que, segundo Lucas, os agentes os colocaram com as mãos entrelaçadas sobre a cabeça e as pernas abertas. Um dos policiais começou a revistá-los, momento em que o adolescente de 15 anos teria recebido um “soco de baixo para cima, com violência nos órgãos genitais” de um dos policiais.

Depois da abordagem e da suposta agressão, os adolescentes foram liberados.

“o problema só estava começando”, lamentou a família. Começou naquele momento uma verdadeira tortura que prolongaria a agonia do jovem por dias e dias. O garoto de 15 anos não parava de reclamar de dores e inchaço nos órgãos genitais. De início, conta a família, todos acreditavam “que seria apenas um inchaço e que iria melhorar. Mais foi piorando a cada dia até que o levaram ao médico”. Um laudo médico emitido pela Unicamp, confirma o trauma no testículo esquerdo do adolescente.

VEREADOR ABONA COMPORTAMENTO DE ADOLESCENTE

Em um comentário na reportagem publicada pelo HOJE, o vereador Professor Adalberto, disse que é “professor do “Lucas” e nunca presenciou um comportamento que desabonasse sua conduta. Um caso a ser desvendado… espero que o mais breve possível, pois segundo o relato de familiares, o jovem sofreu uma agressão inconcebível.”

PREFEITURA SERÁ PROCESSADA

O HOJE conversou com a irmã do Lucas na manhã desta quarta-feira (21), que informou que deve entrar com uma ação na justiça contra a Prefeitura de Artur Nogueira. “Teve um advogado muito bom, aqui da cidade, ‘que ele ficou’ comovido com a história e decidiu ajudar a gente”, relatou a irmã do adolescente.

A família também diz lamentar a atitude do executivo, que, ao menos até o momento, se quer fez algum contato com a família, que sofre para tratar o adolescente na Unicamp. “Até agora a gente não teve nenhuma ajuda da prefeitura e meu irmão […] ele só tem 15 anos […].

O adolescente segue em repouso e com cuidados indicados pela equipe médica em casa. Por enquanto ele continua sem poder frequentar as aulas. Os familiares relataram que nesta quinta-feira (22) Lucas fará um exame médico para fazer um exame de fertilidade e poder saber se ele já pode retomar os estudos.

Caso o advogado que representa a família consiga comprovar a agressão por parte dos agentes municipais, o dinheiro para uma possível indenização será retirado dos cofres públicos.

OUTRO LADO

Nossa reportagem entrou em contato perguntando o que pode acontecer com o agente municipal, caso seja comprovada a agressão contra o menor e se o policial continua trabalhando. Também perguntamos se algum auxilio seria dado ao adolescente. Mas a resposta da Assessoria de Comunicação (ASSCOM) foi de que “a última atualização [sobre a acusação de agressão do menor] foi a nota que mandamos [no dia 15 de agosto]”.

Prefeitura de Artur Nogueira


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